Eu imagino como seria a minha vida daqui a trinta anos. Mas ninguém nunca vai imaginar uma certeza. Na imaginação, você não cresce, não envelhece e tem tudo que você deseja perto de você. A vida real é menos monótona, menos segura e menos vivenciada. Isso me lembra de quando uma criança não passava de um projeto de gente, que não tinha culpa, nem malícias e nada pra esconder além dos doces embaixo do travesseiro na hora de dormir. Ah que saudade desse tempo em que você podia jogar bola com garotos sem ninguém pra dizer que as meninas são mais fracas, podia voltar suja de lama, com joelhos ralados, pois quando entrasse em casa a sua mãe faria um curativo, daria um beijo e diria: "Você se divertiu?" e então, a dor do machucado só duraria até as brincadeiras do dia seguinte.
Com dez e onze anos, nós estudaríamos durante a semana e dormiríamos na casa das amigas no fim de semana. Ganharíamos presentes dos nossos pais a cada passeio no shopping e ficaríamos uma semana sem usa – los caso tirássemos notas baixas. Lembro – me também de quando corríamos pelo pátio da escola e depois ríamos da bronca que levávamos do inspetor.
Portanto, nós nunca podemos voltar e fazer um novo começo, então, o jeito é seguir em frente. Mas como eu vi num filme, "ser feliz depois que a gente cresce, não é impossível, só é mais complicado." Quando você já está crescido, você pode sentir o que você quiser, mas não quer ser julgado pelo que sente. Quando você está com raiva, sua vontade é de sair quebrando tudo o que vê pela frente. Mas para evitar mais problemas, você apenas coloca os fones de ouvido, coloca o volume no máximo e escuta a música mais "agressiva" que tiver.
Quando apaixonados, meninas pensam em beijos, carinhos e como seria ganhar um abraço quando estiver com frio ou um beijo na chuva. Meninos, pensam em sei lá o quê e nem quero pensar. Sempre pensamos em como seria a vida, depois que tudo isso passasse. Como seria a vida de cada um depois que saíssemos da faculdade, ou quando começássemos a trabalhar, quando casássemos ou se não fizermos nada disso.
Mas enfim, daqui a trinta anos? Só podemos imaginar o provável.
XXO
Giulli Sc.
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